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Decoração . Arquitetura . Design . Inspiração

IKEA order & collection

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O IKEA criou um novo conceito de loja, os Order and Collection Points estão aí e ao que parece vieram para ficar e proliferar aqui pelo Reino Unido. A primeira loja do género foi aberta pelo IKEA no outono do ano passado em Norwich, com a finalidade de levar o seu produto aos clientes que vivem dentro das cidades sem que estes tenham de se deslocar para fora delas, para um dos vários showrooms que possuem por todo o reino.

Desde então a cadeia já abriu mais três lojas mas a mais recente teve lugar num dos centros comerciais mais mediático de Londres. O Westfield Stratford City é agora palco de um espaço de 900m2 da marca.

A loja possui alguns layouts decorativos de inspiração ao consumidor e está preparada para ajudar o cliente em todo o seu processo de escolha e compra dos seus artigos. Porém esta é mais uma espécie de loja/catálogo de produtos muito similar à já tão conhecida dos ingleses Argos.

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O cliente escolhe o produto através da loja online e ao encomendar poderá escolher a entrega em casa ou a recolha na própria loja.

Se este conceito irá chegar ou não a Portugal? É difícil dizer mas, a curto prazo, acho extremamente difícil. Este é um conceito ideal para países maiores onde seja demorada a deslocação às lojas/armazéns e onde seja difícil a criação de uma rede de armazéns suficiente para cobrir as necessidades de toda a população.

Portugal, com a recente abertura da loja de Braga fica então com 4 representações IKEA estranhamente localizadas em dois pares, um par a norte e outro par no centro/sul. As lojas de cada par estão relativamente próximas uma da outra, acabando por abranger a maioria da população portuguesa na medida em que a maior massa populacional habita justamente nas zonas cobertas pelos espaços existentes.

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Acredito que esta cadeia de lojas poderá vir a investir em mais dois pontos de venda, nomeadamente na zona de Coimbra e no Algarve, se usará o conceito order and collection, só o futuro o dirá.

Numa esplanada à beira mar

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Hoje o dia é diferente e portanto o post é diferente.
Neste momento estou quase a chegar a Portugal, férias, finalmente! As últimas semanas foram intensas. O Reino Unido está ao rubro com a história do Brexit, a vida está incerta e a economia do país abana.


A viver em Inglaterra vai fazer 7 anos em Agosto, aqui tive as minhas duas filhas. O meu marido trabalha muito para que eu possa ficar com elas e dar-lhes o apoio que elas ainda precisam, enquanto me tento estabelecer por conta própria. O meu marido trabalha muito porque há trabalho, há muito trabalho. Se em Portugal, por muito que queiras, não arranjas trabalho, muitas vezes nem nas obras, e quando arranjas não és pago a tempo e horas, aqui o trabalho não falta, nas mais diversas áreas de atividade.


Sem direito a votar no referendo, passei as noites que o antecederam com insónias e medo, no fundo sabia que o brexit ia ganhar. Ao contrário de amigos que tinham a esperança e a convicção que a Inglaterra não ia votar para sair, eu tinha quase a certeza que a saída seria o resultado desta consulta popular. Quando acordei na sexta passada para a notícia da saída tentei encontrar mais dados, saber quem tinha votado para sair e em que zonas. O referendo não dividiu a Inglaterra mas dividiu o reino. Os votos para sair tiveram origem maioritariamente numa população acima dos 50 anos de idade, enquanto os jovens concordaram maioritariamente que sair não seria a solução.

Com a Escócia a favor da UE e a Irlanda do Norte mais para ficar do que para sair. A união do Reino Unido é posta em causa e antes de tudo, antes de respeitar referendos, há um problema interno a resolver.

A campanha do "Leave" (para o Reino Unido sair) foi baseada em mentiras, promessas fingidas e muito racismo e xenofobia. Confundiu-se refugiados com imigrantes, extremismos levaram à morte de uma pessoa de bem, 2 crianças ficaram sem mãe, um país sem primeiro-ministro a partir de Outubro, e uma Grã-Bretanha à beira da desintegração. Muita desinformação, patriotismos desmesurados, sensacionalismos mas também muito descontentamento dos Ingleses por uma Europa que nunca os entendeu.

Hora de fazer o rescaldo. Ainda com a moeda a descer e extremamente instável, empresas cancelaram start-ups, países que suspenderam trocas com a ilha, será que o governo vai levar avante a opinião de pouco mais de 51% dos cidadãos Britânicos? Que a UE não está a funcionar bem todos sabemos. Que os países e a população estão longe de estar satisfeitos não é segredo. Que se afastou dos ideais para os quais foi criada já não é novidade. Muito há a repensar, em especial a nível Europeu e em particular a nível interno.

Entretanto eu vou vendo os desenvolvimentos numa qualquer esplanada de Portugal a beber uma bica e a comer uma bola de Berlim.

Por aqui vou deixando muita inspiração, ideias e dicas. Não se afastem

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