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Decoração . Arquitetura . Design . Inspiração

O Alentejo ganhou uma nova casa de férias

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Hoje apresento nos bastidores uma casa de férias portuguesa com certeza, assinada pelo meu ex-professor do último ano de curso, o Arquiteto Manuel Aires Mateus.

Situada acima da vila de Melides, com vistas panorâmicas para o mar, este conjunto de quatro estruturas em betão, relativamente isoladas no meio de uma colina, entre pinheiros, oliveiras e carvalhos, são uma reinterpretação da arquitetura vernacular portuguesa do Alentejo num estilo minimalista e contemporâneo.

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Três das estruturas que compõem a casa são suítes e a quarta é onde se encontra o coração da Alentejo Beach House, com a cozinha, sala e mais um quarto duplo. Todos os quartos possuem um pátio privado com vista para o mar. A cereja no topo do bolo é atribuída à piscina de 18 metros de comprimento onde se poderá contemplar o magnifico pôr-do-sol no Atlântico! O interior de paredes brancas foi decorado numa mistura de mobiliário moderno e vintage.

 

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Esta não é porém uma opção de casa de férias para qualquer carteira. Com valores a rondarem os €570/noite em época baixa e os €785 em época alta, mínimo de 3 noites ou uma semana respetivamente, esta casa pode alojar até 8 pessoas respeitando privacidades e mantendo a comodidade de todas.

Mais um projeto vencedor pelo gabinete Aires Mateus

 

Numa esplanada à beira mar

f04859267be62482777fec97872b93c6.jpgfoto . photo

 

Hoje o dia é diferente e portanto o post é diferente.
Neste momento estou quase a chegar a Portugal, férias, finalmente! As últimas semanas foram intensas. O Reino Unido está ao rubro com a história do Brexit, a vida está incerta e a economia do país abana.


A viver em Inglaterra vai fazer 7 anos em Agosto, aqui tive as minhas duas filhas. O meu marido trabalha muito para que eu possa ficar com elas e dar-lhes o apoio que elas ainda precisam, enquanto me tento estabelecer por conta própria. O meu marido trabalha muito porque há trabalho, há muito trabalho. Se em Portugal, por muito que queiras, não arranjas trabalho, muitas vezes nem nas obras, e quando arranjas não és pago a tempo e horas, aqui o trabalho não falta, nas mais diversas áreas de atividade.


Sem direito a votar no referendo, passei as noites que o antecederam com insónias e medo, no fundo sabia que o brexit ia ganhar. Ao contrário de amigos que tinham a esperança e a convicção que a Inglaterra não ia votar para sair, eu tinha quase a certeza que a saída seria o resultado desta consulta popular. Quando acordei na sexta passada para a notícia da saída tentei encontrar mais dados, saber quem tinha votado para sair e em que zonas. O referendo não dividiu a Inglaterra mas dividiu o reino. Os votos para sair tiveram origem maioritariamente numa população acima dos 50 anos de idade, enquanto os jovens concordaram maioritariamente que sair não seria a solução.

Com a Escócia a favor da UE e a Irlanda do Norte mais para ficar do que para sair. A união do Reino Unido é posta em causa e antes de tudo, antes de respeitar referendos, há um problema interno a resolver.

A campanha do "Leave" (para o Reino Unido sair) foi baseada em mentiras, promessas fingidas e muito racismo e xenofobia. Confundiu-se refugiados com imigrantes, extremismos levaram à morte de uma pessoa de bem, 2 crianças ficaram sem mãe, um país sem primeiro-ministro a partir de Outubro, e uma Grã-Bretanha à beira da desintegração. Muita desinformação, patriotismos desmesurados, sensacionalismos mas também muito descontentamento dos Ingleses por uma Europa que nunca os entendeu.

Hora de fazer o rescaldo. Ainda com a moeda a descer e extremamente instável, empresas cancelaram start-ups, países que suspenderam trocas com a ilha, será que o governo vai levar avante a opinião de pouco mais de 51% dos cidadãos Britânicos? Que a UE não está a funcionar bem todos sabemos. Que os países e a população estão longe de estar satisfeitos não é segredo. Que se afastou dos ideais para os quais foi criada já não é novidade. Muito há a repensar, em especial a nível Europeu e em particular a nível interno.

Entretanto eu vou vendo os desenvolvimentos numa qualquer esplanada de Portugal a beber uma bica e a comer uma bola de Berlim.

Por aqui vou deixando muita inspiração, ideias e dicas. Não se afastem

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