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Decoração . Arquitetura . Design . Inspiração

Decorar com menos dinheiro

9ef0efbd90c1281013ae590073eb0944.jpgFoto | photo: Kathy Kuo Home

 

Mais do que uma tinta com uma cor na moda, um papel de parede com um padrão mediático, o meu gosto recai essencialmente na mistura de texturas, na criação de sensações. A decoração de um espaço deve ser isso mesmo, o criar de uma sensação é, normalmente, por aí que começo quando decido mudar a decoração cá de casa, isso, e o orçamento sempre apertadinho, são os pontos mais importantes nas mudanças que vou fazendo por aqui.

 

Actualmente ando numa de mistura de estilos e de materiais mas tudo a fluir em direcção a um maior aproveitamento da luz natural, que aqui é tão escassa. Quando me mudei para esta casa, que é alugada, não entendi muito bem porque é que decidiram pintar-lhe as paredes em tons de creme e castanho cogumelo. Ainda demorou uns 3 anos até que eu me enchesse de coragem e metesse mãos à obra a fim de trazer luz para dentro de casa. Com um bebé de alguns meses e uma criança de 2 anos a co-habitar connosco no meio da confusão, lá fui pintando as paredes das salas de branco. A diferença foi imensa. Depois, com algum tacto, fui transformando a mobília escura que trouxemos da casa anterior, em mobília mais clara e adaptada às novas áreas e necessidades.

Não tem sido uma mudança rápida, e a maior testemunha disso é a mesa de jantar que permanece um elemento saído da oficina, meio pintada, meio por pintar, meio lixada, meio por lixar. Depois da empreitada levada a cabo no início deste ano, a remodelação do nosso quarto de casal que já gritava por atenção há um par de anos, aguardo dias de sol e menos frio para colocar a mesa no jardim e dar-lhe o trato que ela merece.

 

A casa vai ficando, lentamente, à nossa medida e, sem tintas de cores arrojadas ou papeis de parede caros e cansativos, vamos conseguindo, apenas com algumas texturas e elementos decorativos, dados por tecidos, apontamentos de madeira, quadros variados, flores e plantas, quebrar a nostálgia que as paredes brancas poderão, em algum momento, fazer passar.

Não precisamos gastar muito dinheiro para mantermos a nossa casa actual, fresca e acolhedora. Há pequenos elementos que por si só dão um toque especial a um espaço, por exemplo, um cadeirão, uma jarra, uma pintura, uma manta, um candeeiro, podem fazer magia. A Primavera está à porta (finalmente) e com ela chega a mudança. Nas lojas já entram as novas colecções mais leves e floridas e nós passamos olhos por tudo aquilo e só apetece trazer para casa toda aquela frescura e novidade. Atenção, não precisa ser assim, podemos começar por guardar as mantas quentes no bau, os ramos de pinheiro no abrigo do jardim, a toalha vermelha de mesa na gaveta e, com algum jeito e uns trocos, dar à casa o ar Primaveril que os nossos olhos precisam para nos esquecermos dos dias cinzentos que já vão pesando.

Em breve irei trazer ao blogue as minhas selecções neste sentido, fiquem atentos e guardem as vossas notas, mudar a casa não significa ficar falido

O casamento

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 Foto | photo: Os bastidores no instagram

 

Embora ainda não tenha as fotos da fotógrafa fiz um apanhado dos preparativos que fui colocando no instagram e que hoje partilho aqui.
O evento aconteceu no dia dos namorados, o dia em que, há 7 anos atrás, davamos o primeiro abraço, o primeiro beijo, o primeiro passeio... Foi uma cerimónia no registo com os amigos mais chegados.

Quando decidimos casar queriamos uma festa grande, sem luxo mas espaçosa, onde pudessemos partilhar emoções com os nossos amigos e familiares, onde cuidadosamente escolheriamos a música da primeira dança, onde iriamos cantar para todos a nossa música, onde iriamos pedir alguns discursos e partilhar os nossos. Uma festa descontraída mas dinâmica e alegre.

Cerca de dois meses e meio antes do nosso dia tivemos algumas notícias menos boas, notícias que nos motivaram a cancelar a festa. Não foi um sonho que destruímos foi apenas uma comemoração que decidimos adiar, não havia espírito para isso, nem motivação para os preparativos, perdemos algum dinheiro mas sentimos uma leveza, sem preço, no coração. Mantivemos a cerimónia, sabiamos que se a cancelássemos nunca mais voltariamos a pensar no assunto, e assim ficaria o casamento, irreversivelmente, sem efeito.
Felizmente, contra todas as expectativas, com a bondade, generosidade e força de vontade dos amigos e da família, o dia permaneceu mágico, e embora não tenha havido uma festa de arromba, brindámos à felicidade e ao futuro da mesma maneira e descobrimos quem realmente nos quer bem.

 

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Desde a primeira vez que decidimos casar, isto em 2010, sabia que teria de ser um acontecimento bem descontraído, pouco formal, muito caseiro, rústico e absolutamente d.i.y. É uma área na qual gosto de trabalhar, organização de eventos. Desenhar, criar e fazer todos os pormenores desde os convites às lembrancinhas, passando pelo nosso bolo, foi um prazer, e pôr tudo no devido lugar e gerir todos os intervenientes e calendarização foi a cereja no topo do bolo. Acho que por saber que estava tudo mais ou menos controlado (menos o noivo), porque tudo tinha passado pela minha mão, deu-me paz de espírito. Foram poucas as vezes que me senti nervosa, tive sempre muito em que pensar e isso foi me mantendo ocupada. O noivo concluiu: "coitado daquele que algum dia tiver de trabalhar contigo", acusou-me de perfeccionista e super exigente, até mesmo com a minha própria pessoa. Fazendo uma análise fria... ele talvez tenha a sua razão.

 

De facto gosto de trabalhar na área dos casamentos mas não em casamentos demasiado tradicionais, não gosto de cadeiras com pregas e laçarotes, de centros de mesa demasiado certinhos e sufisticados, guardanapos dobrados em forma de cisnes e coisas do género.

Tive a sorte de poder contar com uma amiga querida (florista) para me fazer o bouquet e alguns arranjos para decorar a casa, acho que até ela sentiu a mesma difículdade em trabalhar comigo, talvez por eu saber o que realmente quero, não ficar satisfeita com qualquer coisa, talvez porque antes de estar feito eu já imaginei exactamente como irá ficar. Ou talvez, simplesmente, por esta ser a área que domino... porque na verdade, quando me perguntam como quero as unhas ou o cabelo, posso até ter uma vaga ideia mas, se não for assim, pode ser de outra maneira qualquer, mas o arranjo de flores tem mesmo de ficar no meio da prateleira.

Esperando ansiosamente pelas fotos da fotógrafa...

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