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Noites de sofá.

IsabelBlog_Post-movies001.pngEu, por mim falo, esta época do ano deixa-me à beira de um ataque de emoções. É uma época que me apela aos sentidos, às coisas boas, ao aconchego de um abraço, ao filme de natal que já vi 30 vezes, ao choro fácil. Noites de sofá é o nome que dei a esta rubrica que por aqui vou deixando sempre que encontro um filme que valha a pena divulgar. Atenção que não sou expert na matéria, nenhuma critica de cinema, mas sou amante de horas de sofá e filmes. Embora não possa ir muito ao cinema porque tenho filhas pequenas que ainda precisam dos pais 24 horas por dia e também não acho justo deixá-las com uma pessoa que mal conheço só para ter algumas horas de puro luxo, o cinema vai se fazendo no sofá cá de casa, e sabe tão bem... Também não tenciono falar exclusivamente do último filme que saiu, nem mesmo dos sucessos de bilheteira, esses tem gente que chegue a falar deles.

Aproximam-se dias de sofá, mais do que nunca esta época do ano é propícia para isso mesmo, está frio lá fora, os centros comerciais estão cheios de pessoas de última hora loucas por encontrar presentes (sem graça) de última hora, a casa aquecida, lareira acesa, cheiro a canela das rabanadas feitas de manhã, o abraço dele e, claro está, o filme. Há dias vimos "Love & other drugs", não é um filme novo mas ainda não o tinhamos visto, não sei muito bem como é que me passou ao lado na altura em que saiu, talvez o momento certo de o ver tenho sido mesmo este. Alguns filmes tocam-nos por este ou aquele motivo em particular, muito tem a ver connosco, com a nossa vivência, a nossa realidade, as dores ou alegrias por que passamos, a forma como nos relacionamos com a estória em si, com os interpretes... tudo faz parte. Escusado será dizer que chorei baba e ranho e mais uma vez fiquei feliz porque o amor vence, enquanto o amor vencer o mundo ainda tem salvação, mesmo que apenas no cinema.

O rapaz sem rumo na vida, sem se achar realmente capaz de coisas magnificas porque tudo é menos do que ele acha que o mundo exige dele, o rapaz que não se prende a relações, que tem todos e tudo e não tem nada, o rapaz cheio de ambição, cheio de certezas e garra. E a rapariga, que o desarma, porque de facto acredita que ele é capaz, que ele é suficiente, e que a vida é feita de um momento atrás do outro, um dia depois do outro. Uma estória que envolve mais do que isto mas que se fosse só isto já seria bonita de se ver.

 

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